Mostrando postagens com marcador questão de opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador questão de opinião. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Questão de Opinião #16 - Zona de Conforto


Zona de Conforto

Como o próprio nome diz, a zona de conforto é uma região onde a pessoa se sente confortável. Isso nas mais diversas esferas que pertencemos. É interessante estarmos nessa região? Lógico, afinal, quando estamos na zona de conforto temos poucas (ou nenhuma) preocupações relacionadas ao assunto.

É mais do que batido dizer que “para crescer é preciso sair da zona de conforto”, mas será que é verdade? Não sei você, caro amigo, mas eu acredito. Todos os anos eu me proponho a começar ou aprender algo novo, e com isso evoluir.

Eu mesmo me desafio a empreender essas novas jornadas e sei que se não for dessa maneira, continuarei na mesma. Na época da escola e faculdade eu tinha todo o tempo do mundo para estudar e fazer os trabalhos, mas, invariavelmente, eu ia deixando e ficava tudo para última hora, e fazia. Traduzindo para o contexto, enquanto não havia a cobrança eu estava na zona de conforto e não fazia nada, mas com a proximidade da data limite essa zona me era tirada, e eu tinha que me virar. Acredito que assim, como eu muitos faziam, fazem e ainda farão.

Se você dança ou toca algum instrumento, tente aprender novos ritmos ou fazer em uma velocidade maior. Não vai ser fácil no começo, mas logo esse novo ritmo, ou velocidade, já estará sendo executados de forma natural, de maneira confortável.

Outra situação cotidiana que é possível observar a acomodação na zona de conforto é no emprego. Quando no inicio a pessoa, geralmente, não se importa de chegar mais cedo, sair mais tarde e se esforçar para mostrar seu valor. Mas quando ganha a confiança e se acomoda, começa a chegar atrasado, não pode sair um minuto mais tarde, inventa desculpa para não realizar as tarefas. Porém, se houver um boato que a empresa está em crise e haverá demissões, a pessoa volta a se mexer.

É proibido ficar nessa posição? De jeito nenhum, mas, pode não ser tão seguro quanto parece. É muito mais fácil capturar um boi que pasta todos os dias no mesmo lugar que um búfalo selvagem que tem que migrar atrás de alimento e água. Se você tem sua zona de conforto, não precisa abandoná-la, basta continuar exercitando para caso apareça um predador, você ainda tenha condições de correr.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Questão de Opinião #15 - Não é o que parece #2 - Preguiça


Não é o que parece #2 – Preguiça

Continuando a série que comecei na quinzena anterior, hoje é o dia da preguiça.  Até hoje, nunca ouvi ninguém elogiar alguém de “preguiçoso”, muito pelo contrário. E da mesma forma que a inveja (leia aqui), ser preguiçoso, ao meu ver, pode não ser de todo ruim.

Em geral, logicamente, ter preguiça é prejudicial à pessoa e ao grupo que convive com ela. A preguiça impede que esse ser realize as atividades que são necessárias. Isso se ela vier desacompanhada, mas e se ela estiver acompanhada da criatividade?

Imagino que muito das grandes invenções e avanços se deram quando essas duas coisas formaram uma parceria. Bem lá no início da humanidade, o homem formava tribos que vagavam procurando comida que pudessem coletar e animais que pudessem caçar e passaram a fixar em um local (o sedentarismo) com a “descoberta” da agricultura. Ao invés de andar quilômetros todos os meses, agora ele mora sempre no mesmo lugar, acredito que há um dedinho de preguiça ai. E mais, será coincidência uma pessoa que não pratica exercícios físicos ser chamada de sedentária?

Na agricultura era preciso que o homem arasse a terra, para deixar o solo mais fofo e a semente tivesse mais facilidade para se desenvolver. Mas foi um preguiçoso que viu que ele podia amarrar o seu arado em um boi que esse faria o serviço por ele. Para que remar um barco, se existem motores à vapor. Um preguiçoso juntou os dois e agora o barco se movia com muito menos esforços? E aquele senhor que tinha preguiça de alimentar seu cavalo todos os dias? Pensou em uma carroça que andasse sozinha.

Ou seja, mesmo a preguiça sendo algo tão ruim que impede de se fazer coisas, ela pode ser justamente o gatilho para se inventar algo que poupe trabalho e energia.


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Questão de Opinião #14 - Não é o que parece #1 - Inveja


Não é o que parece #1 - Inveja

Hoje inicio uma série de textos (não serão consecutivos) que é intitulada “não é o que parece”. O que seria isso? São assuntos ou temas que podem parecer ruins, mas de acordo com a motivação certa, um olhar próprio, passa a ser bom. Ou o contrário, assuntos que inicialmente são bons e passam a ser ruins, e o primeiro é a inveja.

A inveja é uma palavra que quase que instantaneamente traz um sentimento ruim quando pronunciada ou lida. Dizer que uma pessoa é invejosa é uma ofensa, é um defeito abominável. No entanto, acredito que a tomada de decisão para o julgamento da pessoa deve dar mais alguns passos antes de ser tomada.

Digo isso, pois, a inveja pura e simples, de fato, é ruim, não há como negar. Mas ela pode ser convertida em algo positivo, gerar um desconforto e fazer a pessoa a tomar decisões que a evolua.
Vamos a um exemplo, eu encontro um amigo e descubro que ele comprou um carro novo, olho para o meu velhinho e a inveja domina meu ser, eu queria ter um carro daquele. Se parar por ai é ruim. Mas essa inveja me leva a refletir: por que ele tem aquele carro? Porque ele tem dinheiro. Então se eu tiver dinheiro eu posso comprar um carro daquele. E bingo, descubro que preciso mexer meu traseiro gordo para ganhar dinheiro.

Outro exemplo, meu amigo aparece com uma namorada muito bonita, e todas as meninas que eu saio (se eu saio) são muito feias: eu fico com inveja. Mas eu sou feio, sem nenhum atrativo às mulheres bonitas. Vou começar a me virar para me tornar atraente: tentar ir à academia, ficar mais inteligente, descolado. Não sei, mas vou fazer algo que desperte o interesse das mulheres.

Enfim, nos dois exemplos (apesar de serem bem toscos) elucida o meu ponto de vista. A inveja é ruim, mas pode ser boa se ela for aquela motivação para fazer a pessoa evoluir, pois muitas vezes precisamos de algo que nos incomode e nos faça sair da zona de conforto. Se a pessoa for acometida por esse mal e ficar na mesma, só reclamando, com toda certeza, é bastante ruim. Ou pior, levar a pessoa a tomar uma atitude má.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Questão de Opinião #13 - A galinha dos Ovos de Ouro

A Galinha dos Ovos de Ouro

Quando pequenos ouvimos muitas estórias, contos e fábulas contadas por nossos pais, professores e até mesmo na televisão (hoje em dia computadores e tabletes). Um conto que estava pensando essa semana é o da “Galinha dos ovos de ouro” (você pode lê-lo aqui)

Resumindo, neste conto um casal muito avarento recebe uma galinha que põe um ovo de ouro todos os dias. Primeiramente, o casal não acredita, mas após comprovarem ser verdade ficam entusiasmados, mas o entusiasmo passa ao perceberem que tem que esperar até o dia seguinte para um novo ovo ser botado. Eis que a mulher tem uma idéia: os ovos já estão dentro da galinha, então é só abri-la e pegar todos os ovos de uma só vez ao invés de esperar. Quando fazem isso, não encontram nada e no fim ficam sem os ovos e sem a galinha.



Sempre que ouvia essa estória vinha a moral dizendo sobre a ganância do casal que, por querer ter tudo na hora e não saber esperar, ficaram sem nada. No entanto, hoje em dia, sempre que ouço qualquer referencia ao conto não é sobre a moral, e sim sobre a galinha. Sobre as pessoas conseguirem “a galinha dos ovos de ouro” e não precisarem mais trabalhar,  pois a galinha proverá os ovos.

A ironia dos dias de hoje está justamente nesse contraste, como muitas pessoas só se lembram que “existe uma galinha que põe ovos de ouro” esquecem da moral da estória alertando sobre o perigo da ganância. Existe um número muito grande, ainda bem que não maioria, de pessoas que matam suas galinhas (até mesmo as que botam ovos comuns). Pessoas que preferem comer a carne por, apenas, dois dias ao invés de comer ovos durante meses. “Que absurdo!” , você pode pensar caro leitor, mas é verdade.

Conversando com pessoas ou assistindo os noticiários você toma conhecimento de pessoas que roubam, fraudam as empresas em que trabalham, ou mesmo que são donos ou sócios, com os famosos caixas-dois. E o que é isso se não matar sua galinha poedeira? O fruto desse ato de desonestidade rende um “ganho extra”, mas coloca em risco seu emprego (ou a saúde financeira de sua empresa). Ouço estórias (ou seriam histórias?) de pessoas que praticaram esse tipo de ação e perderam o emprego, e para conseguir outro não é fácil. E muitas vezes (quase todas), até que se consiga um novo emprego, esses ganhos são inferiores à quantia que teriam recebido se tivessem continuado trabalhando.



Mas para matar a galinha basta roubar? Lógico que não, existem outras tantas formas para isso. Forçar uma demissão para conseguir o seguro desemprego, agir de má-fé (preste muita atenção no “má-fé) para processar o patrão alegando alguma irregularidade durante o período em que esteve trabalhando.  Uma pena esse texto não funcionar para políticos corruptos, que mesmo envolvidos em esquemas e tramóias continuam sendo eleitos. 


terça-feira, 7 de julho de 2015

Questão de Opinião #9 - O Eu que vejo no Outro

O Eu que vejo no outro

Todos nós somos frutos de uma salada de fatores que nos forma como pessoas. Fatores genéticos e do meio em que vivemos são importantíssimos. Não apenas um, mas os dois, afinal, não há ninguém hoje que tenha sido criado numa floresta por macacos longe da civilização. Por isso, algumas atitudes, modo de pensar, manias são bastante comuns e partilhadas.

Muitas vezes ao ver uma pessoa, ou apenas conhecê-la rapidamente, podemos despertar sentimentos fortes de empatia ou mesmo de antipatia. Esse breve contato, por vezes, é o necessário para nos vermos na outra pessoa. Capazes de “prever” as qualidades e os defeitos portados por elas, simplesmente por serem os mesmos, ou muito parecidos com os nossos próprios.

Quando observamos as mesmas qualidades procuramos nos aproximar dessas pessoas, mas um sentimento, por vezes ambíguo, aparece quando se trata dos defeitos. Por vezes, nos afastamos dessas pessoas por, basicamente, dois motivos. O primeiro por saber que podem ser prejudiciais atitudes tomadas no futuro por essas pessoas, então, melhor evitar. Um segundo motivo é que essas pessoas, por conhecerem nossos defeitos aponte-os para os demais.

No entanto, por vezes, é possível observar no mundo pessoas “defendendo” os defeitos de outros, tentando maquiar ou escondê-los, mas por quê? Na verdade, essas artimanhas não visam proteger a outra pessoa, mas a própria que faz a defesa. Como que justificando o erro do outro estaria justificando os próprios erros, ou mesmo desviando a atenção para que essas nossas falhas não sejam percebidas.


terça-feira, 30 de junho de 2015

Questão de Opinião #8 - O Frio está chegando


O Frio está chegando

O frio está chegando (na verdade já era pra ter chegado há algum tempo) e com ele vários hábitos junto. Essa é a época em que a preguiça se torna mais predominante, a vontade de ficar na cama (ou no sofá) debaixo de cobertas é maior, é um lugar tão confortável e aconchegante que a força para deixá-lo deve ser grande.

Tiramos do guarda-roupas os agasalhos de moletom e lã empoeirados, com o cheiro característico de que estava de férias. Se dermos sorte ainda encontramos algum dinheiro esquecido em um bolso, desde o inverno passado, e ganhamos o dia. Na rua, o vento cortante bate no rosto deixando vermelhas nossas bochechas, e nos encolhemos mais e mais. O ar que sai de nossa boca ao bocejar ou conversar tem a companhia de uma “fumacinha”. Todos procuram ficar sob o Sol quando este aparece, embora não traga muito calor.

É a época das bebidas quentes, cafés, chocolates, cappuccinos, conhaques, vinhos. Comidas pesadas, mais gordurosas, que aumenta ainda mais a preguiça e vontade de ficar no casulo do sofá. A noite as ruas ficam vazias, sem vida, preenchida apenas pela neblina visitante que abraça aquele que, por ventura, saem do conforto de suas casas.

Mas não se pode deixar que esse clima externo entre em nós e congele nossos corações e almas. Esse clima propicia nos tornamos mais amargos, mais raivosos e rancorosos, afinal, não há muita cor para onde olhamos. Devemos lutar não só para sair da cama pela manhã, mas também para não deixar a alegria de viver e compartilhar sorrisos e calor humano. O inverno deve ser só a estação do ano, gelando nosso exterior, mas em nossos corações deveria ser verão o ano, a vida inteira.



terça-feira, 16 de junho de 2015

Questão de Opinião #6 - A pior companhia para viajar


Lá se vão mais de cinco anos que sai de casa para continuar os estudos e, posteriormente, trabalhar. Foram duas cidades que morei desde então, e todas as duas mais de 600 km distantes da minha cidade natal. Como volto com certa freqüência para visitar os familiares, amigos e outros compromissos, já percorri, tranquilamente, mais de 150 mil km durante esse período, ou seja, quase quatro voltas ao redor do nosso planeta (a circunferência da Terra é de 40.075 km). A maioria das viagens foram de carro e algumas nos ônibus.

Em viagens de ônibus você não escolhe quem sentará ao seu lado (e aparece cada figura), mas no carro existe essa possibilidade. Já viajei com minha mãe, namorada e amigos, e digo: o pior tipo de pessoa para te fazer companhia na viagem enquanto você dirige é você mesmo. Quando você não está dirigindo sempre há a possibilidade de dormir ou conversar com outra pessoa (haverá pelo menos mais uma pessoa: o motorista), mas caso contrário, tem que ficar o tempo todo acordado.

Essas viagens que faço duram mais de sete horas. É muito tempo comigo mesmo. Por mais que monto um CD bacana e encho o pen drive de músicas, é muito tempo. Hoje já me acostumei, mas pode ser complicado. Por ser muito tempo, mesmo a música não será capaz de ocupar sua cabeça durante todo o trajeto. Há também um período de vazio em que só há a estrada. Mas, inevitavelmente uma hora, você se depara com você mesmo, e descobre ser a última pessoa que gostaria de encontrar. Todos nós temos nossas máscaras sociais, pequenas (ou grandes) mentiras que contamos para os outros, segredos que não revelamos e somos felizes assim, não somos julgados. Mas não existem mentiras ou segredos de você para consigo mesmo e o julgamento se torna inevitável, implacável. Por mais que tente esconder você saberá que é mentira, não há como fugir.

Somos julgados por todo mundo, o tempo todo, querendo ou não, e não gostamos disso. No entanto, nós também julgamos todo mundo, o tempo todo, querendo ou não. Então, quando estamos sozinhos acabamos julgando a nós mesmo, e não gostamos disso. A nossa vida hoje, de certa forma, é planejada para que possamos fugir de nós mesmos. Quando entramos no carro, a primeira coisa que fazemos é ligar o rádio; ao chegar em casa, ligamos a televisão; quando vamos caminhar colocamos um fone de ouvido e escutamos músicas. Tudo isso são formas de criar distrações e nos evitarmos.

Mas esse encontro com nós mesmos é ruim? Sinceramente, não acho. É uma baita oportunidade de autoconhecimento, de repassar sua vida e (talvez) detectar erros para não cometê-los novamente, simular possibilidades de futuro de acordo com decisões que temos que tomar, e tomá-las mais conscientemente. Porém, não é para todos isso, principalmente as primeiras vezes. Você tem que se aceitar. E se aceitar não é simplesmente abaixar a cabeça e continuar com seus erros, e sim aceitar que há esses erros e tentar consertá-los, sempre buscando se tornar uma pessoa melhor.


terça-feira, 2 de junho de 2015

Questão de Opinião #5 - Diagrama do relacionamento


Eu, por incrível que pareça, tenho uma namorada. Mesmo feio, gordo e chato. E algumas histórias sempre se repetem, como quando volto para Ribeirão. Toda vez é a mesma coisa, alguma pessoa me pergunta se vou viajar no fim de semana, eu confirmo, ela pergunta se minha namorada vai junto eu digo que não e ela pergunta o porquê, seguido de um “mas vocês não são namorados? Como você vai viajar sozinho?”.

Na verdade mesmo não é mais sempre que acontece, depois de ter explicado várias vezes já acostumaram. De um forma resumida é: não nasci grudado nela e ela tem compromissos que a impedem de ir.  Mas, na minha visão, como funciona (ou teoricamente funcionaria) um relacionamento? Vou explicar com auxilio de figuras (diagrama de Euler-Venn).

No inicio as duas pessoas não se conhecem, então cada uma é um circulo isolado sem interação, sem assuntos em comum.



Quando elas se conhecem e começam a namorar começa a aparecer uma pequena área de sobreposição de seus círculos pessoais, mas ainda resta uma grande área que não é comum, para ambos.



Assim, a medida que o tempo vai passando, os dois se conhecendo, criando intimidades e afinidades, seus círculos vão cada vez mais se sobrepondo, até o pondo máximo de sobreposição que seria o casamento.



No entanto, note que até no casamento há uma parte do circulo que não é comum: a individualidade de cada um. O que acontece muito que eu vejo, pode ser representado nos diagramas abaixo:



Existem, basicamente, essas duas situações que eu vejo, principalmente em casais mais jovens. A primeira é a precipitação, o casal mal começou o namoro e praticamente o tempo todo os dois estão juntos, um diagrama parecido com o de casado. A pessoa não pode ir à padaria sozinha (quando mais viajar e passar o fim de semana fora). A segunda é uma situação pior ainda, porque uma pessoa se dedica, vive em função da outra, mas essa outra nem tanto. É onde começam as brigas e cobranças para que a pessoa seja igual, e as brigas desgastam o relacionamento.

Acredito que seja mais que normal, para não dizer necessário, que cada individuo do casal tenha um tempo só para ele, que seja para jogar bola com os amigos, ir no cabeleireiro, no esteticista, na casa de um amigo jogar vídeo-game, ou até mesmo num bar tomar uma cerveja, obviamente sempre havendo respeito e lealdade com o parceiro. Mas é bom esses momentos longe do companheiro, pois, por mais perfeito que seja o relacionamento existem falhas, pequenas coisas que o outro faz que incomoda, e é justamente nessas horas que a pessoa pode por pra fora aquilo que não gosta, sem correr o risco de magoar o parceiro. Ainda podem surgir conversas comparativas e a pessoas perceber que aquilo que está ficando insustentável não é tão ruim assim. 

Por exemplo: uma mulher quase todo dia reclama com o marido que ele deixa a toalha molhada em cima da cama, e está num ponto de quase separar por esse motivo. Em uma conversa com as amigas ela cita sua aflição, uma amiga relata que o marido dela não abaixa a tampa da privada (nisso a primeira pensa “nossa, ainda bem que o meu abaixa”) e uma terceira diz que o marido deixa a toalha na cama e não abaixa a tampa da privada (ai as duas já pensam “meu Deus, coitada, ainda bem que o meu só faz um. Eu tenho um marido de ouro em casa”). E assim mais um casamento foi salvo. Exageros a parte, uma conversa com os amigos sempre é bem vinda, até para se ter um outro ponto de vista dos problemas buscando solucioná-los ou minimizá-los.

Finalizando, os casais que mal se conhecem e tem o diagrama de casal. Essa intersecção dos círculos pessoais, não é fácil, durante o processo vão se formando pequenas fissuras que necessitam de tempo para serem reparadas já adaptadas à nova realidade.  Por isso é necessário esse tempo de namoro, noivado antes do casamento. Quando é feito muito rápido essas fissuras vão aumentando cada vez mais à medida que os círculos vão se sobrepondo, e sem planejamento o reparo pode não existir ou ser muito lento. Então a soma desses dois fatores acabam levando ao fim de grande parte dos “relacionamentos relâmpagos”.