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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Questão de Opinião #17 - O Peso que carregamos


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O Peso que carregamos

Semana passada eu fui à feira para comer pastel e tomar caldo de cana, coisa que fazia muito tempo que não fazia. Era uma manhã de domingo bastante quente, mesmo sendo dez horas da manhã. Como já estava na feira comecei a olhar as barracas para comprar algumas frutas e passeando vi um rapaz carregando uma caixa cheia de laranjas.

Reconheci o rapaz, eu havia estudado com ele anos antes na escola. Ele também me reconheceu e parou para me cumprimentar e acabamos conversando um pouco. Notei que ele estava bastante suado, a pele marcada do sol e um aspecto bem cansado. Me disse que estava trabalhando na feira para um cunhado já a quatro meses, pois não conseguia outro emprego desde que fora despedido de uma empresa de telemarketing. A rotina era bastante cansativa, eles montavam a barraca às cinco da manhã e iam desmontá-la perto do meio dia. No período da tarde ainda tinha que ir ao Seasa para repor as mercadorias, ou seja, mais caixas pesadas. Me disse ainda que trabalhava de domingo a domingo, com chuva ou sol, na verdade aos domingos, apenas, podia descansar a tarde.

Após esses poucos minutos de conversa nos despedimos, ele voltou ao trabalho e fui comer meu pastel. Enquanto comia, me compadeci do destino de meu colega. Ainda lembrava dos velhos tempos, enquanto estudávamos. Ele sempre caçoava de mim porque minha mochila estava sempre pesada, com cadernos e livros, enquanto ele levava para a escola apenas um caderno e uma caneta (caderno esse que durou todo o ensino médio), e que mesmo assim era aprovado e não repetia de ano. Todo aquele meu esforço era inútil. A última vez que havíamos encontrado foi pouco depois de sairmos da escola, ele estava todo feliz que já estava trabalhando (ganhando dinheiro dizia), enquanto eu ainda estava estudando e contando moedas.

Fui para casa ainda pensando em tudo isso que havia acontecido na feira, sobre o nosso passado, e agradecendo à Deus sobre minha situação atual, que é bem mais tranquila que do meu colega. Assim pude perceber uma coisa: todos iremos carregar peso nessa vida, cabe a nós apenas escolher quando iremos, por quanto tempo e quanto ganharemos por isso.


(essa é uma estória ficcional que na realidade não aconteceu, mas pode acontecer com outras pessoas por esse grande Brasil.)


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Questão de Opinião #12 - Andar de Bicicleta

O andar de bicicleta

Algo que acho bastante interessante de se fazer é andar de bicicleta. Uma armação de metal com duas rodas alinhadas, guidão para direcionar, pedais e corrente para fazê-la movimentar. Parece tão simples, mas é capaz de nos dar uma maior velocidade para percorrer maiores distancias, fazer exercícios físicos e até praticar esportes. O único empecilho é que é necessário ter equilíbrio.

Sem equilíbrio você cai, no entanto, quando ela está andando é preciso menos equilíbrio, veja uma criança. É muito comum ver em filmes, e na vida real também, a criança aprender a andar de bicicleta. Primeiro ela o faz com o uso de rodinhas que não a deixam tombar. Quando são tiradas, normalmente, ela não consegue se manter de pé e se vê algum adulto segurando enquanto ela dá as primeiras pedaladas, e o adulto a acompanha, até um ponto em que ele solta ela e a criança mantém a bicicleta em pé, aí o problema passa a aprender a frear.



Nossa vida não é muito diferente, não podemos parar, se isso acontecer, caímos. O inicio é auxiliado por adultos, mas precisamos pedalar com nossas próprias forças. Se não pedalarmos, não nos esforçarmos, não vamos tão longe.


Quem quer ir longe com sua bicicleta tem que pedalar muito, quem quer ir longe na vida tem que se esforçar muito. Quem sabe no futuro, longe do inicio, seja possível fazer uma parada, programada, à sombra de uma árvore e descansar um pouco? Sendo esperada essa parada, pode-se colocar o pé no chão antes de levar o tombo.


terça-feira, 7 de julho de 2015

Questão de Opinião #9 - O Eu que vejo no Outro

O Eu que vejo no outro

Todos nós somos frutos de uma salada de fatores que nos forma como pessoas. Fatores genéticos e do meio em que vivemos são importantíssimos. Não apenas um, mas os dois, afinal, não há ninguém hoje que tenha sido criado numa floresta por macacos longe da civilização. Por isso, algumas atitudes, modo de pensar, manias são bastante comuns e partilhadas.

Muitas vezes ao ver uma pessoa, ou apenas conhecê-la rapidamente, podemos despertar sentimentos fortes de empatia ou mesmo de antipatia. Esse breve contato, por vezes, é o necessário para nos vermos na outra pessoa. Capazes de “prever” as qualidades e os defeitos portados por elas, simplesmente por serem os mesmos, ou muito parecidos com os nossos próprios.

Quando observamos as mesmas qualidades procuramos nos aproximar dessas pessoas, mas um sentimento, por vezes ambíguo, aparece quando se trata dos defeitos. Por vezes, nos afastamos dessas pessoas por, basicamente, dois motivos. O primeiro por saber que podem ser prejudiciais atitudes tomadas no futuro por essas pessoas, então, melhor evitar. Um segundo motivo é que essas pessoas, por conhecerem nossos defeitos aponte-os para os demais.

No entanto, por vezes, é possível observar no mundo pessoas “defendendo” os defeitos de outros, tentando maquiar ou escondê-los, mas por quê? Na verdade, essas artimanhas não visam proteger a outra pessoa, mas a própria que faz a defesa. Como que justificando o erro do outro estaria justificando os próprios erros, ou mesmo desviando a atenção para que essas nossas falhas não sejam percebidas.


terça-feira, 23 de junho de 2015

Questão de Opinião #7 - Rsenha #1: Jurassic World


Boa existência Galera,
Ontem fui ao cinema assistir o filme ”Jurassic World”. De verdade, não aconselharia a levar crianças para ver os dinossauros, elas podem ter pesadelos e, sinceramente, gostei bastante do filme.



Uma rápida sinopse: depois do fracasso do parque de John Hammond que ocorreu no filme “Jurassic Park”, o parque foi comprado por um outro investidor que fez os ajustes adequados e conseguiu colocá-lo para funcionar. O parque é um sucesso que recebe milhares de pessoas diariamente para ver os animais ex-extintos. No entanto (sempre há um “no entanto”) o parque precisa de novas atrações constantemente para continuar atraindo atenção da mídia e de investidores, além de novos visitantes; daí a necessidade de criar um novo dinossauro através de engenharia genética. E é ai que as coisas dão errado, e o resto você já sabe: correria, efeito dominó dos problemas, mortes, muitas mortes (são milhares de visitantes no parque agora), dentes, sangue, rugidos e a busca por uma solução. Basicamente isso.

Mas e o que eu tenho com isso? Eu sempre, desde molequinho, gostei de dinossauros; vi os três primeiros filmes da franquia no cinema e em casa, mais de dez vezes cada um (inclusive um mês atrás os revi novamente), não poderia deixar de conferir esse nas telonas. Esse novo filme se sustenta sozinho, mas com toda certeza, o conhecimento dos três anteriores faz a experiência ficar muito melhor. O parque antigo é citado algumas vezes sem ser forçada essa relação. Existem referências explicitas ao filme original e, ao meu ver, ainda havia algumas outras referencias nem tão claras aos outros dois filmes.



Como tinha visto os trailers já imaginava com o que ia ver na tela: uma releitura do primeiro filme com um pouco mais de tecnologia, e foi assim: na primeira parte me arrepiei todo, quase escorreu suor com testosterona do canto do olho, podendo revisitar aquele parque, aquele lugar mágico, a música, voltei a ser um garoto de oito anos na cadeira do cinema. Foi apresentado o parque, as atrações e construídos os personagens, normal. A segunda parte ocorre o problema que tem que ser resolvido e começa aparecer a solução, normal também e esperado de acordo com o trailer. Mas existe uma terceira parte que é inimaginável que me tirou da cadeira. E nesse ponto acho que o trailer funcionou muito bem, ele deixou com vontade de assistir ao filme, dizendo que havia coisas novas, mas não entregou a maior surpresa. E ainda acho que essa surpresa, a resolução final, tem referencias ao primeiro filme e ao começo desse próprio.

Para uma criança ou jovem dos dias atuais os efeitos especiais não surpreendem tanto quanto aquele filme de 1993, aquele foi um salto muito grande. Até hoje os efeitos especiais estão OK, você acredita, envelheceram bem, diferentemente do “O Senhor dos Anéis” que é quase dez anos mais novo, por exemplo. Na época Spielberg misturou a computação gráfica e animatrônics (bonecos/robôs que se mexem) para contracenar com os atores. Hoje não se usam mais animatrônics, apenas computação gráfica, por ser muito mais prático; mas, tive a impressão ainda que nesse filme utilizaram animatrônics em uma determinada cena, que pode ter sido uma homenagem aos filmes antigos.




Resumindo,filme muito bom que se sustenta sozinho e é repleto de homenagens e referências à sequencia original. Sustos, muitos dentes, muito sangue e explosões estão garantidos.


terça-feira, 21 de abril de 2015

Questão de Opinião #3 - Quem escuta rock´n´roll, ou heavy metal, é mais inteligente?


AVISO: Se você não gosta de ouvir ou ler coisas que são contra seus pensamentos é melhor parar de ler por aqui, as próximas linhas podem não concordar com você.

A muito tempo tenho um pensamento de que quem ouve rock´n´roll ou, principalmente, heavy metal é mais inteligente. Na realidade tenho esse pensamento no puro “achismo”, mas criei minhas próprias teorias para me embasar. Talvez essas teorias não sejam apenas minhas e outras pessoas também concordem comigo. Mas o primeiro ponto a saber é se quem escuta rock ou metal é mais inteligente ou quem é mais inteligente escuta mais rock ou metal?
O primeiro ponto que ressalto é justamente da origem do rock que surgiu e tomou força como um estilo de música de contestação, fugindo e quebrando os padrões vigentes. O mercado de entretenimento sabido que só, não lutou contra e fez do rock mais comercial. No entanto, apesar de sempre presente, depois do boom, raramente o rock está sob o holofote recebendo toda a atenção, o heavy metal nem se fala. Então a pessoa que gosta do rock/metal não pode viver só daquilo que a grande mídia empurra pra ela. Tem que correr atrás e com isso se depara com a grande variedade de subgêneros e bandas. Nesse cenário já posso identificar duas características que fortalecem a inteligencia, a primeira é que a pessoa não vai se contentar com aquilo que lhe é entregue e vai atrás de mais coisas, estudando por conta própria, sendo autodidata em alguns assunto; o segundo ponto é com esse grande leque que ela encontrou de bandas e subgêneros ela exercita seu poder de questionamento para poder diferenciar aquilo que gosta e o que é bom.
O segundo ponto ainda está relacionado com a origem do estilo, em comparação das músicas que se ouve ao ligar o rádio em uma emissora FM as letras das músicas de rock ou metal, geralmente são mais complexas. Basta ouvir um sertanejo universitário, axé ou pagode nas rádios uma vez que, talvez antes de terminar você já consegue cantar junto. Por que? Porque se tem um refrão que se repete muitas e muitas vezes e as estrofes que preparam para o refrão também. No rock não é raro encontrar músicas que não se repete uma única linha. Também é bastante comum músicas de rock e heavy metal terem mais de sete minutos (o fato de haver muitos solos de guitarra colabora) ao contrário dos estilos citados anteriormente. Então você acaba exercitando muito mais sua memória com o rock/metal, basta se perguntar, o que é mais fácil cantar “ai se eu te pego” ou “Eduardo e Mônica” inteira.
Como último ponto que exponho aqui, está relacionado com o primeiro. Principalmente no heavy metal a maioria das músicas são em inglês, mesmo de bandas brasileiras, então a pessoa terá o interesse de saber o que ela está ouvindo, possibilitando o maior conhecimento da língua anglo-saxã, treinando ainda seus ouvidos e sua pronuncia das palavras.
Existe ainda um quarto ponto que acredito que o rock/heavy metal contribua, mas esse eu gostaria de pesquisar mais afundo e, se comprovado, poderia me render um Nobel, ou IgNobel.
Mas, esses efeitos benéficos melhor se apresentam quando o interesse pela música seja verdadeiro, principalmente aquele primeiro ponto que citei, que considero primordial para se desenvolver a inteligencia, assim, outros estilos (e até mesmo o axé, pagode e sertanejo universitário citados) podem contribuir, se a pessoa desenvolver o interesse e procurar mais coisas. O rap hoje também compartilha os dois primeiros pontos apresentados.
Por fim, antes que eu seja crucificado, não acredito que tenha estilo de música ruim (música ruim sim, estilo não), cada um tem sua função e o importante é o ouvinte se sentir bem com o que escuta.


terça-feira, 31 de março de 2015

Questão de Opinião #2




Esse é o primeiro vídeo de uma serie, que visam dar dicas de educação, formal e informal. 
Espero que gostem e que vejam os proximos que virao.



Conhecimento: Acumulativo ou Substitutivo


Podemos supor que nossa cabeça é dividida partes especificas. Ligadas ao conhecimento temos uma parte de triagem, onde a idéia ou conceito que iremos fica até entrar no compartimento de uso propriamente dito. O tempo em que esse conhecimento fica nesse setor de triagem chamamos de “aprendizagem”. Apos aprendermos alguma coisa e fazermos uso disso, temos dois destinos possível: o armazenamento ou jogar isso fora.
Algumas coisas passam direto da triagem pro armazenamento (como algumas piadas e musicas ruins) e outras não temos necessidade de guardar depois de usado (como o telefone daquela tia da sua namorada que mora em uma cidade que você esta e nunca mais vai voltar na vida). Mas o que nos interessa aqui não são apenas essas coisas do cotidiano, mas coisas de conhecimento mais pratico, principalmente aquele que nos é apresentado nas instituições de ensino.
Podemos nos posicionar de duas maneiras: sendo acumuladores ou substituidores. Um substituidor é uma pessoa que sabe que vai usar um conhecimento A, aprende ele e depois joga for a; quando for aprender B aprende e joga fora. Mas se for necessário utilizar A novamente, deve aprender, passar pela triagem, gastando um tempo e energia outra vez. Isso é o que acontece quando o aluno simplesmente decora a matéria para uma prova, duas horas depois ele não lembra mais de uma virgula que poderia usar.
Um acumulador tem um processo igual para o aprendizado, mas ao invés de jogar fora o conhecimento apos o uso, ele encaminha ele para o armazenamento, abrindo espaço para a área de trabalho para conhecimento novo. Se for preciso utilizar aquele conhecimento antigo, basta buscá-lo no deposito. As vezes ele pode estar guardado La num cantinho, demorando um pouco ate encontrá-lo e mais um tempinho para tirar a poeira, mas esse tempo é menor que o de um novo aprendizado. Isso acontece quando você dedica o tempo necessário para o estudo, não apenas focando na prova. Acaba sendo necessário um tempo ligeiramente maior para ser acumulador, pois tem que guardar o conhecimento no deposito, não simplesmente jogá-lo. Quanto melhor guardado mais fácil reutilizá-lo.





E ai, você prefere ser um substituidor ou acumulador?

terça-feira, 17 de março de 2015

Questão de Opinião #1


A vida é como uma estrada pela qual seguimos

Sem um mapa ou placas.

Nela simplesmente caminhamos

E vivemos o que aparece.

As vezes caminhamos sozinhos,

As vezes em grupo.

Conhecemos pessoas,

Reconhecemos pessoas,

Re-conhecemos pessoas.

Alguns de nossos amigos

Se mudam e ficam distantes,

Outros, mudam e ficam distantes.

Todos mudamos, é fato.

Somos influenciados pelo meio em que vivemos,

As pessoas que convivemos.

Parecíamos ser tão parecidos,

Mas a distância e o tempo

Fez questão de realçar,

Deixar mais marcante,

Nossas diferenças.

Durante um certo tempo,

Acreditei que algumas coisas eram eternas,

Mas a mão pesada da realidade

Me tirou isso da cabeça.

Mas, ao contrário do que possa imaginar,

Ainda guardo em mim tal sentimento,

Escondido, para não tomar novos safanões.

Tenho orgulho de dizer,

Que a pessoa mais idiota, maluca, utópica

Que conheço, sou eu.



“...o beijo, amigo, é a véspera do escarro.

A mão que afaga é a mesma que apedreja.”

Cabe cada pessoa, refletir e pesar,

Ver qual é mais lucrativo.

Mesmo apedrejado, o afago me agrada,

Me conforta.



Uma árvore pode dar muitos frutos,

Cada fruto de um respectivo galho,

Porém, advindos do mesmo tronco,

Todos com a mesma origem.

Não é possível a existência,

O crescimento, de um galho

Se este não estiver conectado ao tronco.

Da mesma forma, não é possível

O crescimento de uma pessoa

Sem uma história, um tronco,

Para dar suporte, formar seu caráter.

É importante, na minha opinião,

Se ter conhecimento, e respeito

A origem, para poder, ao menos tentar,

Compreender o motivo das ações, sentimentos de cada ser.



Um dia, não sei, pode ser eu me convença que esta utopia é apenas fruto de minha cabeça.

Mas, com toda certeza, este será o último dia de minha vida,

E então, um novo eu renascerá,

Ou pode ser que nesse dia

Todo o meu ser, seja levado ao túmulo.

E peço que seja lembrado pelo que fui,

E em minha lápide estejam gravadas

As palavras que a muito tempo estão em meu coração:

“A saudade é o preço que se paga pelos momentos bem vividos”.