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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Frase da Semana #26

Esse ano foi encontrada no cofre de uma escola de Porto Alegre uma carta escrita pelo físico Albert Einstein. Essa carta que estava guardada havia muito tempo continha uma frase que chamou muita a tenção:

"O pensar é para o homem, o que é voar para os pássaros. Não toma como exemplo a galinha quando podes ser uma cotovia"

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Frase da Semana #24

Dando continuidade à "Semana da Galinha"

"Não se deve contar com o ovo dentro da galinha"


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Questão de Opinião #13 - A galinha dos Ovos de Ouro

A Galinha dos Ovos de Ouro

Quando pequenos ouvimos muitas estórias, contos e fábulas contadas por nossos pais, professores e até mesmo na televisão (hoje em dia computadores e tabletes). Um conto que estava pensando essa semana é o da “Galinha dos ovos de ouro” (você pode lê-lo aqui)

Resumindo, neste conto um casal muito avarento recebe uma galinha que põe um ovo de ouro todos os dias. Primeiramente, o casal não acredita, mas após comprovarem ser verdade ficam entusiasmados, mas o entusiasmo passa ao perceberem que tem que esperar até o dia seguinte para um novo ovo ser botado. Eis que a mulher tem uma idéia: os ovos já estão dentro da galinha, então é só abri-la e pegar todos os ovos de uma só vez ao invés de esperar. Quando fazem isso, não encontram nada e no fim ficam sem os ovos e sem a galinha.



Sempre que ouvia essa estória vinha a moral dizendo sobre a ganância do casal que, por querer ter tudo na hora e não saber esperar, ficaram sem nada. No entanto, hoje em dia, sempre que ouço qualquer referencia ao conto não é sobre a moral, e sim sobre a galinha. Sobre as pessoas conseguirem “a galinha dos ovos de ouro” e não precisarem mais trabalhar,  pois a galinha proverá os ovos.

A ironia dos dias de hoje está justamente nesse contraste, como muitas pessoas só se lembram que “existe uma galinha que põe ovos de ouro” esquecem da moral da estória alertando sobre o perigo da ganância. Existe um número muito grande, ainda bem que não maioria, de pessoas que matam suas galinhas (até mesmo as que botam ovos comuns). Pessoas que preferem comer a carne por, apenas, dois dias ao invés de comer ovos durante meses. “Que absurdo!” , você pode pensar caro leitor, mas é verdade.

Conversando com pessoas ou assistindo os noticiários você toma conhecimento de pessoas que roubam, fraudam as empresas em que trabalham, ou mesmo que são donos ou sócios, com os famosos caixas-dois. E o que é isso se não matar sua galinha poedeira? O fruto desse ato de desonestidade rende um “ganho extra”, mas coloca em risco seu emprego (ou a saúde financeira de sua empresa). Ouço estórias (ou seriam histórias?) de pessoas que praticaram esse tipo de ação e perderam o emprego, e para conseguir outro não é fácil. E muitas vezes (quase todas), até que se consiga um novo emprego, esses ganhos são inferiores à quantia que teriam recebido se tivessem continuado trabalhando.



Mas para matar a galinha basta roubar? Lógico que não, existem outras tantas formas para isso. Forçar uma demissão para conseguir o seguro desemprego, agir de má-fé (preste muita atenção no “má-fé) para processar o patrão alegando alguma irregularidade durante o período em que esteve trabalhando.  Uma pena esse texto não funcionar para políticos corruptos, que mesmo envolvidos em esquemas e tramóias continuam sendo eleitos. 


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A Galinha dos Ovos de Ouro

A Galinha dos Ovos de Ouro

Era uma vez um casal sem filhos que vivia numa pequena cidade do interior. Eles eram conhecidos por serem muito avarentos e nunca estarem satisfeitos com nada. Se estava sol, queixavam-se do calor; se estava frio e chuva queixavam-se de viver num sítio onde nem sequer podiam sair de casa… 
Para além do mais, eram capazes de tudo por uma moeda de ouro!

Um dia, um duende brincalhão que por ali passava ouviu o que se comentava na cidade sobre esse casal, e decidiu provar se era verdade tudo aquilo que se dizia sobre eles.

Numa tarde em que o marido vinha da floresta carregado com lenha, o duende apareceu-lhe de dentro do tronco de uma árvore e disse-lhe: “Olá bom homem! Sentes-te bem? Pareces cansado e triste… Será que estás com fome ou doente?

O homem, um pouco assustado com a presença do duende, respondeu: “Não… não estou doente nem cansado, e também não tenho fome… nada de mal se passa comigo. Só estou triste porque eu e a minha mulher somos pobres e não conseguimos ter muitas coisas boas como gostaríamos de ter… 

Então o duende respondeu: ”Se não tens fome nem frio nem estás doente, então alegra-te porque não és pobre!”.
Mas o homem insistiu: “Sou sim. Um homem que não tem ouro é pobre!”.

O duende riu-se e respondeu: “Olha que estás enganado. Eu se quiser posso ter todo o ouro do mundo, pois como sou duende sei onde se escondem todos os tesouros. Mas a mim o que me faz falta é a luz do dia, ter o que comer e uma casa quentinha onde possa dormir descansado. Além disso preciso de ter saúde e ser forte para poder caminhar e apreciar tudo o que me rodeia. E como tenho tudo isso sou muito rico e feliz!

“Disparate!” Disse o homem, e insistiu “Ser pobre quer dizer que não se tem ouro. E como eu não tenho ouro não posso ser feliz”.

“Tenho muita pena de ti homem” disse-lhe o duende “E para que sejas feliz como achas que deves ser, vou dar-te uma galinha que todos os dias porá um ovo de ouro. Só terás de esperar e recolher todos os dias um ovo. Não tarda nada, terás todo o ouro que sempre desejaste ter e tu e a tua mulher serão felizes para sempre”.

Do tronco onde estava o duende saiu uma galinha que cacarejava alegremente. O homem, espantado, colocou-a rapidamente debaixo do braço e desatou a correr ladeira abaixo direitinho a casa, enquanto o duende ria às gargalhadas.
Assim que entrou em casa mostrou à sua esposa a galinha e contou-lhe tudo o que tinha acontecido.

Marido e mulher ficaram toda a noite à espera que a galinha pusesse o tão desejado ovo de ouro. De manhã cedo, a galinha começou a cacarejar e, pouco depois, surgiu debaixo dela um enorme e brilhante ovo de ouro!

Ao verem o ovo, o casal ficou radiante mas, minutos depois, a mulher comentou: “Que chatice… teremos de esperar até amanhã para termos outro ovo de ouro!”. Ao que o marido respondeu: “Pois é… que azar. Terão de passar muitas semanas até termos ovos suficientes para sermos os mais ricos da cidade. Devia ser por isso que o duende se ria às gargalhadas quando me deu a galinha”.

Então a mulher lembrou-se: “Sempre ouvi dizer que as galinhas já têm dentro delas todos os ovos que vão pôr… Se isso é verdade, porque é que não matamos agora a galinha e tiramos todos os ovos de ouro de uma vez? Seremos bem mais espertos do que o duende pensa!”.

O homem concordou, e sem hesitar, pegaram na pobre galinha e abriram-na para assim poderem tirar todos os ovos.
Mas qual não foi o espanto do casal ao ver que dentro da galinha não havia nenhum ovo de ouro…
Marido e mulher começaram a praguejar e a chorar, lamentando-se da sua sorte, pois por ganância tinham perdido para sempre a galinha dos ovos de ouro.

Espreitando pela janela, o duende ria-se e abanava a cabeça, pensando que a verdadeira felicidade não está em ter ou não ouro mas está sim no coração de cada um.