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terça-feira, 28 de julho de 2015

Questão de Opinião #11 - Dinheiro atrai dinheiro (parte 2)


Semana passada publiquei a primeira parte desse "post de economia", que pode ser lido clicando aqui. Como ficou muito grande, dividi-o em duas partes, que se finaliza hoje, logo abaixo.

...continuando.

Quem tem dinheiro guardado ainda pode aproveitar oportunidades que surgem sem avisar, como promoções. Muitas pessoas compram cosméticos através de catálogos, inclusive existem diversas marcas que fazem venda desse tipo. Imagine uma pessoa que compre um creme hidratante para as mãos que custe R$20,00 a cada dois meses, e aparece uma promoção na revista que naquele mês o creme tem 10% de desconto. Se for o mês da pessoa comprar ela ganhará R$2,00, se não for, perdeu. Mas se ela tiver a possibilidade, mesmo não sendo o mês de comprar, ela pode comprar 3 unidades, ganhar R$6,00 e deixar de comprar por uns seis meses. Agora imagina que essa pessoa é a vendedora, ela pode comprar mais unidades e revendê-las nos meses que o produto não estiver em promoção, ganhando além da comissão o valor da promoção, mas isso só é possível se ela tiver dinheiro para disponível investir.

Além desses, existem várias outras situações que você pode ganhar dinheiro (ou deixar de perder) por ter uma economia. Vale muito a pena não gastar todo o dinheiro que se ganha, mesmo que fazer um esforço para isso. Como no exemplo do hidratante, muitas pessoas podem falar “Ah! Mas são só dois reais, o que eu faço com dois reais?”, mas e se a pessoas conseguir economizar dois reais todos os dias? Seja aproveitando promoções, comendo um pão a menos no café da manhã, ou um pouco menos no restaurante, ou pedindo desconto. Ao final de um ano economizando dois reais todos os dias ela terá economizado R$730,00, quase o valor de um salário mínimo atual.



Conheço pessoas (e várias histórias de outras) que quando chega o final do mês e percebe que sobrou dinheiro logo pensa em que pode gastá-lo. Guardar? Jamais. O problema não é esse, mas quando falta dinheiro no final do mês, junto com essa falta de dinheiro, inevitavelmente vem um mau humor horroroso.



Ainda sobre conseguir se organizar para não gastar tudo o que se ganha, tenho uma última opinião (por hoje). Eventualmente se pode perder o emprego, ou ter uma redução de salário, ou qualquer evento semelhante inesperado. Além de ter uma “gordurinha” para queimar (as economias para usar), a discrepância entre a situação antiga (quando o dinheiro entrava) e a atual é menor, ajudando a superar essa fase com um melhor humor, ou menos pior mau humor e preocupações.




terça-feira, 21 de julho de 2015

Questão de Opinião #10 - Dinheiro atrai dinheiro (parte 1)


Dinheiro atrai dinheiro

Umas das coisas que gostaria de compartilhar minha opinião é sobre dinheiro. O pessoal lá de casa sempre me considerou pão-duro e ainda tenho essa cara de “turco”. Sempre ouvi, desde pequeno, as pessoas dizerem que dinheiro atrai dinheiro. “Mas como assim?” eu pensava, e depois de anos de vida, observando as situações eu pude entender um pouco mais, e pude listar algumas situações em que isso ocorre.

O primeiro fator é a inflação e a poupança. Um item que hoje custe R$10,00, daqui um ano, com a mesma quantia de dinheiro você não compra o mesmo item, ele estará mais caro. Por outro lado, se os mesmos R$10,00 forem colocados na poupança, com os juros que rende a aplicação, a quantia será maior que o valor inicial. Mas, infelizmente, a inflação costumeiramente é maior que o rendimento da poupança, porém, a diferença do seu dinheiro será menor comparado a ter deixado o dinheiro na gaveta.

(Existem outras opções bancárias para investir o dinheiro com rendimentos superiores ao da poupança, mas, sinceramente, não entendo muito a fundo essas modalidades. Quem sabe em um momento futuro eu possa comentar sobre essas opções.)



Outro fator bastante importante são os juros decorrentes de dívidas. Se a pessoa leva suas contas sem margens, terminando o mês sempre no “zero a zero”, caso ocorra um imprevisto que ela precise de dinheiro, de onde ela irá tirar? Provavelmente contrairá uma dívida, seja limite do banco, cartão de credito ou agiota. E sempre que há uma dívida, há juros envolvidos, e sempre muito altos, então aquela quantia que foi pega emprestada, é maior quando se irá pagar, ou seja, se perde dinheiro. E quanto de dinheiro não é “perdido” por causa dos juros decorrentes dos meios citados anteriormente, ou mesmo de crediários para compras menores? Muito dinheiro, mas muito mesmo.

Aproveitando o gancho dos crediários, se a pessoa se planejar e possuir dinheiro para comprar um produto a vista, ela tem um poder de negociação nas mãos, e pode pedir ao lojista um desconto no preço do produto, ou seja, ela “ganha” dinheiro. Agora imagina um produto que custe R$100,00, se a pessoa pagar a vista ela tem 5% de desconto, se pagar a prazo, juros de 10%. Em um primeiro momento, pode-se imaginar que pagando a vista ela tem apenas um “ganho” de R$5,00, mas comparando a diferença entre o valor final do produto a vista e a prazo, ela é de R$15,00.

...continua.


terça-feira, 5 de maio de 2015

Questão de Opinião #4 - Imediatismo monetário


Imediatismo Monetário

Não sei ao certo como as coisas acontecem em outros países que não o Brasil apesar de conversas com algumas pessoas que estiveram fora e filmes, então vou falar de como as coisas acontecem dentro de nossas fronteiras.

O Brasil, historicamente, foi um país em que grande parte da população foi pobre e pouco foi investido em educação pelos poderes competentes. Por outro lado, dos anos 80 pra frente, muita coisa mudou com a queda da URSS e explosão da internet e meios de comunicação mais sofisticados. O Brasil, além dessas mudanças globais, saiu de uma ditadura militar que durou cerca de vinte anos e depois de várias mudanças de moedas (e poupanças confiscadas) conseguiu implantar uma moeda forte e controlar a inflação monstruosa que vinha assolando o mercado.

Devido à essas característica de baixa renda das famílias grande parte dos jovens começavam a trabalhar cedo para ajudar em casa e, por muitas vezes, abandonavam os estudos. Mas os pais de nossa geração e até mesmo parte dos pais deles já começaram uma revolução educacional, com a mulher saindo para trabalhar fora de casa diminuíram o número de filhos e puderam investir mais na educação dos mesmos. Mas parte da minha (nossa) geração começou a sofrer de um grande mal: o consumismo. Não que ele tenha surgido agora, mas ele conta com um grande aliado nos tempos atuais: a mídia rápida e feroz.

Cada vez passamos mais tempo expostos, nossa geração foi a que passou mais tempo em frente a TV durante a infância e hoje todos passam muito tempo nos celulares, computadores e, ainda, televisão. E esses meios basicamente vendem coisas e dizem “você tem que ter, tem que comprar” direta ou indiretamente, quando uma pessoa próxima ou celebridade “tem uma coisa e você não”.
De modo geral podemos dividir, grosseiramente, as famílias e seus jovens em três tipos: as que os jovens precisam trabalhar para ajudar, as que os jovens podem se dedicar ao estudo tranquilamente e gozar do poder de compra e aquelas famílias que se esforçam para seus filhos não precisem trabalhar, mas não tem grande poder de compra.

Os dois tipos de família “não tem escapatória”, mas o terceiro tipo, que é intermediário que é mais complicado lidar. Muitos jovens (pessoas de um modo geral) são muito imediatistas, ou seja, querem tudo o mais rápido possível, e sabendo que não podem ter, dão um jeito de ter. Acontece nessa faixa de renda que o jovem não tendo aquele produto acaba resolvendo trabalhar para ter “o seu dinheiro e gastá-lo como quiser”, mas ele não percebe que acaba prejudicando seu estudo, muitas vezes chegando a fazer o segundo grau a noite para poder trabalhar durante o dia.

O estudo é fundamental para a formação da pessoa, o estudo geral não só o formal (escola, faculdade, etc.). E quanto mais estudo (em qualidade, não apenas o papel) melhor preparada a pessoa está e mais oportunidades acabam surgindo, assim, as chances de melhores ganhos aumentam. O que acontece com o jovem que deixa de lado o estudo para trabalhar é um boicote contra ele mesmo, em que ele troca a chance de um futuro com ganhos bons por um presente e futuro de ganhos ruins.


Infelizmente, como já disse, existem os jovens que PRECISAM trabalhar para compor a renda da casa, não é uma opção, para esses, o buraco é um pouco mais embaixo, e depende, antes de tudo de medidas que vem de cima.